Vamos dar uma volta!
Ainda nem comecei as aulas e eis que temos a nossa primeira visita guiada: estou a gostar disto, hehehe. A iniciativa foi organizada para os alunos do primeiro ano do curso de arqueologia e contou com o apoio da Fjölnir, uma associação nacional de estudantes que preta serviços aos estudantes e organiza actividades várias. A professora Alexandra Sanmark, coordenadora do mestrado, lembrou-se de nos incluir entre os participantes na visita guiada e assim fomos, em dois autocarros com dezenas de estudantes e quatro professores: Lars, Eva-Lena, Ola Kyhlberg (docente do curso de arqueologia) e a Alexandra. Devo acrescentar que esta última é uma pessoa extremamente acessível, informal na indumentária (um estilo desportivo q.b.), com um piercing por cima do olho direito e que passou a viagem toda a meter conversa connosco e a rir-se. Algo me diz que ela iria escandalizar alguns professores universitários portugueses.
Pouco passava das dez horas da manhã quando os autocarros partiram. O primeiro destino era a igreja de Vendel, localizada a cerca de 50 quilómetros a norte de Uppsala. A importância do local deriva da sua riqueza arqueológica em túmulos da Idade do Ferro, de tal modo que os arqueólogos e historiadores referem-se a uma fase da mesmo como “Período Vendel”.
Toda a área esteve em tempos repleta de colinas tumulares e foi sobre uma delas que se ergue a igreja que fomos visitar, uma construção medieval que terá tido uma versão anterior ao tijolo vermelho (a julgar pelas grandes pedras na base).

A igreja sofreu alterações no século XVII, altura em que as paredes interiores foram pintadas de branco, cobrindo os frescos originais. Apenas há umas décadas atrás é que se procedeu ao restauro que trouxe as pinturas de volta à luz do dia.


Junto à entrada da igreja encontra-se uma réplica de um dos barcos tumulares, neste caso do que continha o corpo de um guerreiro chamado Ottar, cuja colina funerária se encontra na zona.

Seguiu-se uma volta pelo cemitério por entre explicações sobre a história daquela igreja e algumas práticas do período de transição entre as crenças pré-cristãs e cristãs. Depois sentámo-nos todos numa colina com vista para parte da região em volta e ouvimos a professora Alexandra a dar uma pequena palestra em inglês sobre o Período Vendel (complementada, por vezes, com comentários do professor Kyhlberg).

Depois a viagem seguiu ainda mais para norte, para um sítio chamado Söderfors, a coisa de 60 quilómetros a norte de Uppsala. Fomos ver aquilo a que o professor Lars Karlsson chamou “o templo grego mais antigo da Suécia”, lol. Na realidade é uma réplica precisa de ruínas como as de Pesto, em Itália, fruto do movimento iluminista sueco: Fábio, deleita-te :) O local, no meio de um bosque banhado por um lago, serviu para tomarmos o nosso almoço oferecido pela Fjöllnir e ouvirmos uma longa exposição pelo professor Lars.



Seguiu-se a viagem de regresso a sul e, finalmente, a visita a Gamla (Velha) Uppsala. A capital dos reis Svear (antepassados dos suecos), o famoso centro de culto pagão e, mais tarde, a sede do primeiro bispado da Suécia. A paisagem é dominada pela igreja medieval (apenas parte da construção original) e pelas colinas tumulares onde as lendas diziam estar enterrados os restos mortais de reis ancestrais, mas que a arqueologia moderna descobriu que uma delas é, na realidade, a última morada de uma mulher (rainha ou senhora de grande poder). A Alexandra fez-nos uma visita guiada pelo loca, enquanto expôs diversos temas referentes aos estudos e escavações em Gamla Uppsala (uma pequena palestra em movimento, portanto, lol).



Depois fomos ao pátio e ao cemitério da igreja (infelizmente fechada para restauro até meados do mês). Ao lado dela encontram-se grandes plataformas de terra, construídas em parte com barro, segundo as escavações arqueológicas. Poderão ter servido de base a um enorme edifício de madeira, por ventura o templo onde eram guardadas as imagens dos deuses.


Este edifício vermelho é a torre do sino. Nas primeiras igrejas eles não estavam incorporados na construção principal.
Por fim, ainda houve tempo para uma visita ao museu arqueológico de Uppsala antiga. Estava fechado, é verdade, mas, como disse um dos meus colegas americanos, nós conhecemos pessoas que conhecem pessoas e as portas abriram-se apenas para nós, hehehe. O dia acabou com um jantar oferecido pela Fjöllnir: lasanha, convencional ou vegetariana. Depois ainda houve tempo para ir a um café à beira-rio com a minha colega americana e, enquanto ela bebeu um enorme café com leite, eu deleitei-me com um pequeno mousse de chocolate: já estava com saudades de qualquer coisa doce :p As duas coisas custaram 45 coroas, mas nós deixámos uma nota de 50 em cima da mesa para o emprego ficar com 5 de gorjeta: haviam de ter visto o olhar de contentamento dele ;)
Pouco passava das dez horas da manhã quando os autocarros partiram. O primeiro destino era a igreja de Vendel, localizada a cerca de 50 quilómetros a norte de Uppsala. A importância do local deriva da sua riqueza arqueológica em túmulos da Idade do Ferro, de tal modo que os arqueólogos e historiadores referem-se a uma fase da mesmo como “Período Vendel”.
Toda a área esteve em tempos repleta de colinas tumulares e foi sobre uma delas que se ergue a igreja que fomos visitar, uma construção medieval que terá tido uma versão anterior ao tijolo vermelho (a julgar pelas grandes pedras na base).

A igreja sofreu alterações no século XVII, altura em que as paredes interiores foram pintadas de branco, cobrindo os frescos originais. Apenas há umas décadas atrás é que se procedeu ao restauro que trouxe as pinturas de volta à luz do dia.


Junto à entrada da igreja encontra-se uma réplica de um dos barcos tumulares, neste caso do que continha o corpo de um guerreiro chamado Ottar, cuja colina funerária se encontra na zona.

Seguiu-se uma volta pelo cemitério por entre explicações sobre a história daquela igreja e algumas práticas do período de transição entre as crenças pré-cristãs e cristãs. Depois sentámo-nos todos numa colina com vista para parte da região em volta e ouvimos a professora Alexandra a dar uma pequena palestra em inglês sobre o Período Vendel (complementada, por vezes, com comentários do professor Kyhlberg).

Depois a viagem seguiu ainda mais para norte, para um sítio chamado Söderfors, a coisa de 60 quilómetros a norte de Uppsala. Fomos ver aquilo a que o professor Lars Karlsson chamou “o templo grego mais antigo da Suécia”, lol. Na realidade é uma réplica precisa de ruínas como as de Pesto, em Itália, fruto do movimento iluminista sueco: Fábio, deleita-te :) O local, no meio de um bosque banhado por um lago, serviu para tomarmos o nosso almoço oferecido pela Fjöllnir e ouvirmos uma longa exposição pelo professor Lars.



Seguiu-se a viagem de regresso a sul e, finalmente, a visita a Gamla (Velha) Uppsala. A capital dos reis Svear (antepassados dos suecos), o famoso centro de culto pagão e, mais tarde, a sede do primeiro bispado da Suécia. A paisagem é dominada pela igreja medieval (apenas parte da construção original) e pelas colinas tumulares onde as lendas diziam estar enterrados os restos mortais de reis ancestrais, mas que a arqueologia moderna descobriu que uma delas é, na realidade, a última morada de uma mulher (rainha ou senhora de grande poder). A Alexandra fez-nos uma visita guiada pelo loca, enquanto expôs diversos temas referentes aos estudos e escavações em Gamla Uppsala (uma pequena palestra em movimento, portanto, lol).



Depois fomos ao pátio e ao cemitério da igreja (infelizmente fechada para restauro até meados do mês). Ao lado dela encontram-se grandes plataformas de terra, construídas em parte com barro, segundo as escavações arqueológicas. Poderão ter servido de base a um enorme edifício de madeira, por ventura o templo onde eram guardadas as imagens dos deuses.


Este edifício vermelho é a torre do sino. Nas primeiras igrejas eles não estavam incorporados na construção principal.
Por fim, ainda houve tempo para uma visita ao museu arqueológico de Uppsala antiga. Estava fechado, é verdade, mas, como disse um dos meus colegas americanos, nós conhecemos pessoas que conhecem pessoas e as portas abriram-se apenas para nós, hehehe. O dia acabou com um jantar oferecido pela Fjöllnir: lasanha, convencional ou vegetariana. Depois ainda houve tempo para ir a um café à beira-rio com a minha colega americana e, enquanto ela bebeu um enorme café com leite, eu deleitei-me com um pequeno mousse de chocolate: já estava com saudades de qualquer coisa doce :p As duas coisas custaram 45 coroas, mas nós deixámos uma nota de 50 em cima da mesa para o emprego ficar com 5 de gorjeta: haviam de ter visto o olhar de contentamento dele ;)


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